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O destino da maioridade
Qua, 25 de Maio de 2011 09:22

Cyntia Caputo Weiss Xavier
Coordenadora Executiva de Alta Complexidade
Departamento de Proteção Especial

Dedico este artigo ao jovem “Adriano”, que ao viver este momento da MAIORIDADE proporcionou esta reflexão; As nossas “coordenadoras acolhedoras” - Adriana, Maria Júlia, Denise e Elisângela, que cotidianamente vivem este processo e participam desta angústia….



Ao completarem 18 anos os jovens que se encontram em situação de acolhimento institucional enfrentam um processo de mão dupla: são considerados independentes e aptos a conduzirem seu destino, mas por outro lado como viverão fora da proteção que lhes foi oferecida por ausência de uma inserção familiar?


Boa parte deste contingente sai do acolhimento abalado emocionalmente pela ruptura do convívio institucional, sem apoio financeiro e sem a possibilidade da construção de um lar. Portanto iniciam esta nova etapa com a marca da perda.


Acredito que devemos pensar na vida destes jovens na mesma proporção em que pensamos na maioridade de nossos filhos: com a emancipação gradativa, construindo a identidade pessoal, preparando-os para serem cidadãos e “donos de sua própria história”. Mas para tanto, é necessário que pensemos em oportunidades.


Oportunidades de trabalho, de moradia e de convivência social. Só assim venceremos as barreiras deixadas pela perda e iniciaremos o momento da construção da MAIORIDADE; “onde cada um vai carregar em si o dom de ser capaz, de ser feliz”.





Última atualização em Ter, 28 de Junho de 2011 18:50
 

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