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Por Glauce de Carvalho Villar Assistente social do Creas Infância e Juventude
A questão da inclusão social das pessoas com deficiência na sociedade, tem se destacado como um importante desafio, pois se apresenta como uma pauta transversal às demais políticas sociais.
A sociedade contemporânea, aos poucos tem abandonado o modelo de segregação e tem fortalecido a prática da inclusão, com a perspectiva de que sejam construídos espaços e serviços capazes de acolher todas as pessoas, com ou sem deficiência. Todos são a sociedade e as várias comunidades que a compõem são partes diferentes entre si, mas igualmente importantes e de expressão única.
Em 17 de novembro de 2011, a Presidente Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência que prevê investimentos federais para ações de educação, saúde, inclusão social e acessibilidade “Viver Sem Limites”, que tem por objetivo promover a cidadania e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, promovendo sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda população.
Para a promoção da inclusão social, serão implantados Centros de Referência, com a finalidade de oferecer apoio para as pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social. Existem leis, existem iniciativas, mas o caminho ainda é longo para a plena inclusão desse segmento populacional, seja no mercado de trabalho, seja na vida em sociedade.
Conviver com a diferença significa, muitas vezes, compartilhar problemas diferentes, mas principalmente, encontrar soluções diferentes. Mais do que comemorar esta data, ressaltamos os direitos e deveres de todos, pois eliminar formas de discriminação, repensar o assistencialismo, é tornar a sociedade inclusiva e mais justa. Esses são desafios para alicerçar o processo de inclusão, dentro das políticas públicas.
Nós que defendemos o acesso de todos aos bens e serviços que favorecem a cidadania plena queremos nos unir às pessoas com deficiência, neste 3 de dezembro, fortalecendo o já conquistado e continuar abrindo caminhos para o usufruto dos direitos que ainda lhe são negados. |