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| Especialista fala sobre os benefícios sociais e psicológicos do ato de amamentar |
| Qua, 28 de Julho de 2010 10:56 |
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A amamentação é uma ligação muito forte entre mãe e filho. É um contato íntimo de pele a pele e olhos nos olhos. Uma interação que proporciona uma mútua satisfação, suprindo o vazio e a ruptura do pós-parto. Estes aspectos emocionais da amamentação vão nortear a palestra da psicóloga Laura Uplinger, na próxima segunda-feira, 2, às 19h, no Ritz Hotel, abrindo oficialmente a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Laura, que é licenciada pela Universidade de Sorbonne e atua nos Estados Unidos, Canadá e Europa na área da concepção, gestação, parto e amamentação conscientes, afirma que o vínculo estabelecido entre mãe e filho na hora da amamentação é tão poderoso que proporciona a essas mães fazerem qualquer sacrifício pelos seus filhos. E isso, segundo a especialista, é para o resto da vida porque a força e a qualidade deste vínculo vão influenciar todos os futuros vínculos que serão estabelecidos pela criança com outras pessoas. Além destes aspectos psicossociais, Laura Uplinger vai contar um pouco como surgiu a amamentação por meio do leite em pó e como a sociedade ocidental aderiu erroneamente a este método. Segundo a psicóloga, apesar de pertencer à classe dos mamíferos, o ser humano distanciou-se muito de nossas origens, deixando de amamentar seus filhos e por isso paga um ônus que vai desde uma simples suscetibilidade às doenças até à morte. Apesar do sucesso da farinha, Henri Nestlé teve sempre a preocupação de referir que este produto não tinha qualquer intenção de competir com o leite materno. Chegando mesmo a salientar que, durante os primeiros meses de vida, este é fundamental e mais natural. Contudo, a notícia sobre a nova farinha infantil correu rapidamente. Várias mães começaram, então, a aderir a este produto. Segundo Laura Uplinger, naquela época, a bioquímica não era muito desenvolvida e ainda não tinha estudado os benefícios do leite materno. “Devido ao surgimento do leite em pó - que teve papel importante no combate à mortalidade infantil quando foi criado - podemos afirmar que nunca foi possível ter uma sociedade bem amamentada com o leite materno. “Quando falamos em leite materno, ou melhor, no ato de amamentar, não podemos esquecer que seus benefícios vão além da genética mas, também, na formação social e psicológica da criança”, finaliza a especialista. |
| Última atualização em Qui, 29 de Julho de 2010 09:13 |
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