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| O Papel do Terceiro Setor |
| Qua, 23 de Junho de 2010 14:56 |
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Todos nós sabemos que o Brasil tem uma enorme dívida social. E para definir dívida social basta considerar "um somatório de sofrimentos, humilhações e carências de toda ordem que aflige milhões de brasileiros, que vivem à margem do desenvolvimento do país", em estado de absoluta carência social.
Segundo Márcio Schiavo, que criou, em 1991, a Comunicarte, que tem o papel de ajudar o setor privado a atuar socialmente e fazer com que as ONG`s absorvam modernos métodos de gestão, no site www.comunicarte.com.br afirma que o Terceiro Setor utiliza as ferramentas do mundo empresarial para produzir resultados semelhantes aos de uma empresa: eficiência, qualidade, independência, segmentação de mercado. "A diferença é que, enquanto a empresa busca o lucro, o Terceiro Setor busca o aumento do capital social e a equidade social" As empresas que admitem suas responsabilidades sociais ainda são poucas. Cidadãos que trabalham por si próprios, sem esperar a tutela do Estado, são ainda mais raros. Mas algumas organizações sociais já se destacam no desenvolvimento de projetos sociais em nosso país. O Terceiro Setor movimenta recursos equivalentes a 4,7% do PIB Mundial. Sua presença é maior nos países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, onde 40 mil fundações empresariais investem, anualmente, US$ 400 bilhões em ações sociais. No Brasil, o Rio de Janeiro é a capital do Terceiro Setor. Na cidade, prolifera-se Organizações Não Governamentais, fundações de grandes empresas e ações de cidadãos que querem mudar a cidade. As iniciativas cariocas da ONG Viva Rio, da Campanha da Cidadania contra a Fome e a Miséria e o Natal sem Fome, ajudam mais de 50 mil famílias todo ano. Nos Estados Unidos, a prática de doações para causas sociais é muito comum. Cerca de 50% dos recursos das entidades norte-americanas vêm do Estado. A outra metade é proveniente de doações, principalmente de pessoas físicas. No Brasil, está prática ainda é muito modesta. Ainda não assimilamos a cultura das doações de caráter social. A modalidade de ação de investimentos em projetos e programas sociais é a que mais cresce em nosso país. Empresas nacionais e multinacionais estão criando Institutos e Fundações para gerir suas próprias ações sociais. O Terceiro Setor e a parceria com as empresas Os especialistas em responsabilidade social afirmam, categoricamente, que participar da comunidade vai ser fundamental para as empresas que quiserem fazer a diferença daqui para a frente. Apesar de objetivos e missões diferenciadas, o Terceiro Setor, assim como as empresas, tem um interesse comum: o Terceiro Setor surgiu para amenizar a exclusão social e as empresas, que querem se manter no mercado e melhorar sua competitividade, precisam assumir sua responsabilidade social e pensar no seu lado humano, na sociedade. Os investidores, "longe de serem baluartes da filantropia" sabem que "fazer o bem compensa" e sabem que a responsabilidade social nas empresas garante uma oportunidade de lucro e de sobrevivência dessas organizações. O fato é que os investidores têm preferido depositar seus milhões em empresas que, entre outras coisas, apresentem uma positiva imagem social. As organizações do Terceiro Setor também têm sofrido pressões para se profissionalizarem e abandonarem a simples ideologia do puro voluntariado e filantropia. Em entrevista à revista eletrônica www.responsabilidadesocial.com , o diretor-editor da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Veet Vivarta, ao ser perguntado o que pode ser feito para otimizar a atuação do Terceiro Setor no Brasil, responde que é preciso que as organizações não-governamentais, institutos, fundações e todas entidades que compõem esse setor dispensem maior atenção ao planejamento de suas ações, à avaliação de resultados, e à medição de impactos. Essas informações são fundamentais para facilitar o diálogo do Terceiro Setor com os demais setores da sociedade e também para garantir a visibilidade aos resultados gerados a partir da ação desenvolvida. É importante, também, que as organizações do Terceiro Setor "reconheçam a importância e priorizem a elaboração de planos de comunicação, importantes aliados na divulgação destes impactos e resultados". Uma outra questão sempre debatida é com quem ficaria a execução dos projetos sociais: com o Terceiro Setor ou com as empresas? Institutos, como o Ethos, e especialistas afirmam que a execução fica a cargo do Terceiro Setor, que tem mais subsídios para realizar um trabalho social melhor. As empresas teriam um papel coadjuvante. Contudo, não pode ser confundida como um papel assistencialista, no sentido de mera doação de dinheiro ou bens materiais. A empresa privada deve assumir um papel de cooperadora, sempre engajada com atitudes comprometidas com as causas sociais defendidas. Esta parceria proposta entre Terceiro Setor e empresas privadas (Segundo Setor) tem muito a oferecer para ambas as partes e contribui para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. De um lado, o Terceiro Setor diminui os perigos, cada vez maiores em países pobres de que ocorram explosões sociais, além de fortalecerem sua legitimidade social entre outras vantagens. Do outro lado, o Segundo Setor estabelece uma ponte entre as corporações e a comunidade por meio dos trabalhos prestados a ela. Consequentemente, o Terceiro Setor viabiliza a responsabilidade social das empresas, sem que as corporações precisem estabelecer uma administração social paralela, o que significa não participação ou pura doação assistencialista. |
| Última atualização em Sex, 13 de Agosto de 2010 18:04 |
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