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Balanço Social
Seg, 19 de Abril de 2010 12:18

Os indicadores da Responsabilidade Social: Balanço Social

Há cerca de 20 anos, a avaliação de desempenho de uma empresa pelos seus acionistas e investidores mudou. A partir do momento em que algumas empresas passaram a inserir a Responsabilidade Social entre seus objetivos, a forma de avaliar o desempenho de uma organização passou a considerar fatores relacionados à ética, o relacionamento com o meio ambiente e com os stakeholders (diversos públicos).

Toda empresa, além de ter uma realidade econômica, tem a realidade social. Se o Balanço Contábil é um reflexo do resultado econômico, o Balanço Social deve refletir os benefícios à sociedade. Embora a sua publicação não seja obrigatória em lei, cada vez mais o Balanço Social firma-se com um instrumento de gestão das empresas.

O Balanço Social mostra à sociedade o que realmente a empresa valoriza quando se refere ao lado humano. Apresenta o que a instituição fez por seus funcionários em relação a salários, alimentação, educação, saúde, segurança no trabalho, transporte, creches, previdência privada, bolsa de estudos e participação nos resultados entre outros. Segundo o livro Responsabilidade Social e Cidadania Empresarial – A Administração do Terceiro Setor, o Balanço Social é a expressão mais evidente e inequívoca da cidadania empresarial.

O surgimento da difusão dessa forma de medição da responsabilidade social empresarial no Brasil foi em 1997, com a criação do selo do Balanço Social pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), certificação que visa a premiar as empresas que divulgam os investimentos feitos em diversos projetos socioculturais por meio da utilização do selo em campanhas publicitárias, propagandas e embalagens de produtos.

Existem duas correntes que norteam o Balanço Social: o ambiente social que envolve o relacionamento da empresa com seus empregados e famílias e o ambiente social maior, que compreende, além da relação empresa/empregados e sindicatos, a relação empresa/sociedade.

A primeira corrente, que privilegia o ambiente interno é de origem francesa e tem a preocupação com o bem estar dos empregados e seus dependentes, sua participação na gestão da empresa e sua satisfação no trabalho. Já a segunda, de origem americana, é mais abrangente. Foca no apoio da empresa ao desenvolvimento da comunidade onde atua: geração de emprego e renda; preservação do meio ambiente, investimento em tecnologia, etc, além de trabalhar, também, o ambiente social interno. No caso brasileiro, prevalece a segunda corrente.

Última atualização em Ter, 04 de Maio de 2010 17:10
 

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