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Responsabilidade Social, praticar é mais fácil do que você imagina
Seg, 03 de Maio de 2010 11:46

Qual seria o seu desempenho se a empresa que você trabalha não tem uma política de valorização do funcionário, desconsidera os sindicatos, explora o trabalho infantil, não tem iniciativas que visam o bem estar de sua família? E se ela, além disto tudo, não respeitasse o meio ambiente, não tivesse produtos de qualidade e não se importasse com a situação social do país? Com certeza, o rendimento do seu trabalho e a satisfação em participar do quadro desta empresa seriam mínimos. Infelizmente muitos empresários ainda não sabem calcular os benefícios financeiros da responsabilidade social.

Tempos atrás, bastava às empresas oferecer bons produtos e serviços e tratar de forma ética seus fornecedores e parceiros para obter uma boa imagem perante o mercado. Com o tempo, as exigências foram aumentando e passou a ser necessário possuir uma política de recursos humanos e dar atenção adequada aos funcionários.

A cada nova exigência do mercado, a fim de se manter admiradas e respeitadas, as empresas passaram a ter que criar estruturas internas e formalizar ações que atendessem a essas exigências. A palavra de ordem atual passou a ser comunidade. Começamos a prestar atenção na forma como as empresas se relacionam com a comunidade a sua volta, não simplesmente respeitando-a, mas atuando de forma ativa para ajudá-la. É uma nova consciência do contexto social e cultural no qual se inserem as empresas: a chamada responsabilidade social.

Embora os investimentos em responsabilidade social sejam difíceis de quantificar, não há nenhuma dúvida de que estes investimentos garantem ganhos expressivos para a empresa, tanto no que diz respeito à reputação de sua marca quanto à sua lucratividade. Pesquisa da Universidade de Harvard mostra que as empresas socialmente responsáveis crescem quatro vezes mais do que as empresas que colocam os seus acionistas acima de todos os interesses. Uma outra pesquisa do Instituto Ethos,  associação sem fins lucrativos,  que ajuda as empresas a gerirem seus negócios de forma socialmente responsável,   aponta que 24% dos brasileiros já consomem levando em consideração o posicionamento social da empresa. Nos EUA, os melhores profissionais americanos, com MBA, não mais escolhem as empresas em que pretendem atuar baseados unicamente em salários. Cerca de 50% deles preferem as empresas éticas, mesmo que isso signifique receber salário menor.

A empresa socialmente responsável vira notícia, potencializa sua marca, reforça sua imagem, assegura a lealdade de seus empregados, fideliza clientes, aumenta sua participação no mercado, conquista novos mercados e incrementa suas vendas. A corporação não pode pensar em investir em programas sociais somente para melhorar sua imagem. Aí seria a exploração da  midiséria, que é fazer mídia com a miséria alheia.

Além da melhoria da imagem, há os benefícios fiscais previstos na legislação que regula os projetos sociais voltados para crianças e adolescentes.

Porém, o maior dos benefícios da Responsabilidade Social Corporativa é a contribuição da empresa para a solução dos problemas sociais  do país. Diminuir a pobreza e eliminar a miséria em nosso país é o grande desafio social para todos nós: governo, sociedade e empresas. E participar da comunidade é fundamental para as corporações que querem fazer a diferença.

Última atualização em Ter, 13 de Julho de 2010 09:54
 

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